É SEMPRE BOM LEMBRAR QUE UM COPO VAZIO ESTÁ CHEIO DE AR*









17.6.10

All, (parte 7)

Te fiz um soneto, All, na noite do dia 29 de dezembro. Quando tive aquela viagem, vendo umas criaturas marítimas nas paredes das casas; ouvindo cantos de baleias e outras coisas... Haha, foi legal, mas também foi grave. Tive de vê-la novamente.

Soneto da Caminhada Noturna na Rua 47

"Em cada rua da cidade um mar s'esconde
A respiração dos peixes mais estranhos ouço
Mais parece criaturas de um poço
Que habita em mim... Por aqui... Só não sei onde...

Quando caminho o mar da rua vai pra mais longe
À inspiração dos peixes mais medonhos torço
O pescoço e sigo com grande esforço
Pois há algo em mim... Por aqui... Mas não sei onde...

Me sentindo num vídeo da Yoko Ono,
Vislumbro o mar de lá se aproximando,
E saio correndo de volta à tua casa.

É sempre assim nas noites de fim de ano,
Sozinho, calado, saio andando...
Mas sempre volto pra buscar meu par de asas."



Ainda adoro este soneto e já faz anos...

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