É SEMPRE BOM LEMBRAR QUE UM COPO VAZIO ESTÁ CHEIO DE AR*









5.5.10

Canjerê (rascunho para uma letra) VI

CANJERÊ


Pegue aí a canjibrina,
Com cajú e cajuína,
Ô natu-reza divina,
Ô natu-reza divina.

Faze eu, faze você,
Faze lá pra nóis bebê,
No dia do canjerê,
No dia do canjerê.

As negra lá é só candonga,
Num je-re-rê do candombla,
Ô Deus, e a quizumba!?
Ô Deus, e quem zomba!?

Se de lá se aponta o Exu,
Corro qui nem se corre de inchú!
Ô Deus, eu vô ficá mais tu,
Ô Deus, eu vô ficá mais tu!

Se me derrama a canjibrina,
Quando o zói vê só librina,
Cê pensa que a chuva é fina,
Cê pensa que a chuva é fina?

É de cair o maior toró,
Não fique são que dá dó,
Mas fique na có-có,
Mas fique na có-có,

E se nos acaba o goró?
Tem mais até o final,
Ê canjerê é mió,
que festa de carnaval.

Vou levar a mulata em casa,
E saí de novo pra vê,
Se outra me leva nas asas,
Até o fim do canjerê.

Ê, Ê
Canjerê!

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